Uma doce surpresa chamada Carmelo

•agosto 5, 2007 • 2 Comentários

A pouca distância de Montevidéu e Buenos Aires e apenas 70km de Colonia, fica a adorável cidade de Carmelo, recém-descoberta no mundo do turismo. O grande responsável pelo upgrade da cidade uruguaia foi o Four Seasons Resort que conta, entre várias outras coisas, com um spa de incríveis 1200m2 e um campo de golfe disputadíssimo, considerado um dos melhores do continente sul-americano. Numa aura bucólica e romântica, esparramam-se 20 bangalôs (90m2) e 24 suítes duplex (120m2) contornados por bosques e o Rio de la Plata. A alimentação local tem um toque pan-asiático, assim como a decoração luxuosamente rústica de todo o resort. São quatro maravilhosos restaurantes, de atmosfera totalmente diferenciada entre si: Pura, Mandara, Shiva Lounge e Lobby Lounge. Dentre as opções de lazer, piscinas, passeios a cavalos e passeios em botes estão entre os mais procurados.

O destino está se tornando um dos prediletos dos casais que desejam inovar em lua-de-mel ou aniversários de casamento, seduzidos pelo design arquitetônico único (ao custo de 30 milhões de dólares) a cargo de Sánchez Elía Sepra, que sempre faz forte combinação dos desings asiáticos e sulamericanos. A madeira está presente em todas as paredes e todos os móveis do resort, com o charme extra das camas chinesas nos bangalôs, feitas a mão. Claro que, mesmo reservado, o resort conta com toda a infraestrutura exigida pela contemporaneidade em seus quartos: tv a cabo, CD, máquina de expresso, mini bar, telefones e calefação.

Té Cuatro Estaciones

•agosto 5, 2007 • Deixe um comentário

Um dos hábitos muito bem preservados na capital porteña é o de tomar o chá da tarde, como os ingleses. Existem muitos lugares tradicionais para fazê-lo e o hotel Four Seasons tem se destacado nesta tarefa nos últimos meses. O Té Cuatro Estaciones é servido diariamente no charmoso Bar Le Dôme ao custo de 48 pesos para duas pessoas. Além da variedade internacional de chás, há sanduíches de presunto parma, salmão defumado e outros, além de scones quentinhos e uma variedade incrível de pastisserie francesa. Ao final, o cliente (hóspede ou não) elege uma torta de sua preferência e ainda degusta o exclusivo sorbet kir royal.

Além do chá da tarde, o hotel também está investindo alto na gastronomia. Com novo chef, oferece o cadápio especial Las Cuatro Estaciones, em que o cardápio,o bar e o spa oferecerem respectivamente um menu, uma bebida e um tratamento especial a cada estação do ano.

O hotel tem nada menos que 800 serviços padrão que regulamentam desde o tempo de espera do hóspede na recepção até a temperatura interna do edifício, além de ter os maiores quartos de Buenos Aires. Não há no local uma só loja ou vitrine, dentro da filosofia de que o hóspede deva se sentir sempre em casa quando estiver por lá – mimado, é claro, por amenities L’Occitane nos quartos e Kenzo no spa e academia.

O charmoso prédio La Mansión, de 1902, reabre em setembro próximo, cheio de novidades.

Um mundo chamado Sabi Sabi

•agosto 5, 2007 • Deixe um comentário

Sabi SabiA reserva privada sul-africana Sabi Sabi (http://www.sabisabi.com/) é um pedacinho da África do Sul ecológica e geograficamente integrado ao adjacente Kruger National Park. Fica numa das mais antigas e maiores reservas particulares da África do Sul, a mundialmente reconhecida Sabi Sand Wildtuin. Um dos diferenciais do hotel é que seus lodges não são murados nem cercados, proporcionando ao visitante uma experiência verdadeiramente única, em contato direto com a vida selvagem que convive nas imediações do Sabi Sabi.
A 500km de Johannesburgo e apenas 200km de Maputo, capital de Moçambique, está exatamente na mesma latitude de São Paulo. Lar dos chamados Big 5, além das chitaras e outras centenas de espécies de animais, insetos, répteis e pássaros, os encontros com a vida selvagem são proporcionados diariamente aos hóspedes. Os safáris são conduzidos em Land Rovers bastante exclusivas, com a supervisão de guias altamente treinados e experientes. Em duas edições diárias (de manhã bem cedo e no final da tarde ou começo da noite), os safáris duram aproximadamente três horas cada. Os walking safáris também podem ser agendados, fornecendo ao visitante uma perspectiva bastante diferenciada do ecossistema.
A área, anteriormente conhecida como grande palco de caçadas no final do século XIX, hoje é chamada de Mpumalanga, desde que 1898 uma moção do presidente Krueger transformou a área entre os rios Sabi e Crocodile em proteção ambiental. Dentro de um forte projeto de proteção e gerenciamento do meio ambiente natural da região, o Sabi Sabi oferece lodges 5 estrelas, cada um com uma atmosfera única, dentro do conceito de Ontem, Hoje e Amanhã.
As temperaturas são agradáveis o ano todo e há até jantares à luz da lua dentro da programação all inclusive do hotel. O complexo criou também uma companhia aérea própria, a Federal Air, dedicada exclusivamente à área da reserva. São aviões bimotores totalmente pressurizados, com capacidade para 19 pessoas, em vôos convenientemente agendados para facilitar a chegada e a partida dos hóspedes, sem que os mesmos necessitem deslocar-se em traslados terrestres. Em menos de cinqüenta minutos, o hóspede é levado diretamente do aeroporto internacional para o Sabi Sabi e vice-versa, com serviço de bordo e welcome drink. Para os casais, há sempre a cortesia de uma garrafa de espumante e cesta de frutas de boas-vindas e a possibilidade de jantares exclusivos à beira da piscina ou em meio ao habitat da reserva.

Esquina Carlos Gardel: tango puro e autêntico

•agosto 5, 2007 • Deixe um comentário

Esquina Carlos GardelA paixão dos argentinos pelo tango ganhou o mundo nos últimos anos. Os milhares e milhares de brasileiros que desembarcam todos os anos em Buenos Aires chegam ávidos por um bom show de tango, preferencialmente acompanhado de um belo jantar. A verdade é que há muitos locais que apresentam shows insossos (com mais cavalos e evitas que bailarinos detango), na seqüência de jantares sem a menor graça, cobrando preços exorbitantes do turista menos avisado. Um autêntico show de tango é uma experiência única e são poucos os lugares capazes de imprimir suas apresentações na nossa memória. Nesse sentido, sem erro, é buscar o local mais tradicional da cidade: o Esquina Carlos Gardel (http://www.esquinacarlosgardel.com/) , nomeado em explícita homenagem ao célebre “morocho del Abasto”, como o compositor argentino era conhecido por seus cabelos castanho-escuros. A belíssima casa fica justamente na esquina onde antes funcionava o bar Chanta Cuatro – aberto em 1893, testemunha silenciosa da vida de Gardel, já que lá ele costumava reunir-se com seus amigos para jantar, conversar e cantar até altas horas – e tem em frente à sua fachada a estátua que imortalizou o compositor. Sem dúvida a mais bela das casas de tango da cidade, seus dois andares impressionam quem a visita pela primeira vez pelo luxo de suas instalações sóbrias e discretas em estilo Art Nouveau. A cozinha é esplêndida, com opções à la carte (diferenciadas em platéia e aérea vip) que incluem entrada, prato principal, sobremesa, bebidas e café. O show começa com a orquestra literalmente sobre o palco, numa emocionante e inesquecível execução de Mi Buenos Aires Querido. O excelente corpo de bailarinos e cantores imprime perfeição às canções e coreografias apresentadas ao longo de quase duas horas consecutivas de show do mais puro tango, sem afetações, recriando a atmosfera dourada dos anos 30.

El inovidable té Alvear

•julho 12, 2007 • Deixe um comentário

O Hotel Alvear é um símbolo indiscutível da belle-epóque argentina, num verdadeiro palácio. Inaugurado em 1932, completa este ano 75 anos de serviços primorosos e atendimento impecável, em ambientes luxuosíssimos. Localizado no charmoso bairro da Recoleta, mima seus hóspedes com mordomo particular, amenidades Hermès, algodão egípcio de 500 fios, entre outros. Para celebrar suas “bodas de diamante”, está preparando um grande evento para outubro e diversas melhorias em suas instalações, como a inauguração de um grande spa, prevista para o começo do segundo semestre.

Dentre seus magníficos salões, destacam-se o L’Orangerie e o Jardín D’Hiver, onde todas as tardes é servido um luxo acessível a qualquer um (55 pesos o chá completo para duas pessoas): o famoso Té Alvear, de serviço impecável e uma imensa variedade de sabores de chás e pastisseries servidos em louça Noritake (desenhada exclusivamente para o hotel). Há música ao vivo no piano de cauda, neste que é o mais tradicional ponto de encontro em Buenos Aires – todo mundo parece se reunir por lá e, acredite, a língua mais falada é o português. Fique com o “blend Alvear”, sabor desenvolvido especialmente para o hotel pela loja Tealosophy, presente também na Galería.

Para um chá mais romântico, fique com o clima mais reservado do Jardín D’Hiver. Se estiver com amigos, opte pelo luxo do L’Orangerie, restaurante no qual os hóspedes do hotel também desfrutam seu café da manhã.